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Evento de abertura do Abril Verde homenageia lideranças religiosas e destaca enfrentamento ao racismo religioso

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    WR Express
  • há 19 horas
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A solenidade contará com a entrega do Prêmio Mãe Beata de Iemanjá

Foto: Wikipedia
Foto: Wikipedia

✅ 04/04/2025 | 17:06


Nesta segunda-feira, dia 7, às 10h, o Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, receberá a cerimônia de abertura do Abril Verde, mês dedicado ao combate ao racismo religioso. O evento contará com a entrega do Prêmio Mãe Beata de Iemanjá, que homenageará mais de 50 lideranças religiosas de matrizes africanas, em reconhecimento à sua luta pela preservação cultural e resistência contra o racismo religioso.


A iniciativa é articulada pela deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), cujo mandato é responsável pela realização do evento, que busca dar visibilidade às pautas de enfrentamento ao racismo religioso e valorizar os saberes ancestrais dos povos de terreiro.



Na ocasião, também haverá a entrega do Prêmio Dandara à escritora Ana Maria Gonçalves, premiada por Um Defeito de Cor, obra que resgata a história da diáspora africana no Brasil e à

Mam’etu Mabeji (Floripes Correia da Silva Gomes), sacerdotisa do Candomblé Bantu do Terreiro Bate Folha, símbolo da resistência cultural e litúrgica das religiões afro-brasileiras.


Também o Prêmio Abdias Nascimento será concedido ao Padre Gegê, sacerdote que denuncia o racismo na Igreja Católica e luta por uma fé antirracista; ao coletivo Negro Muro, que mapeia memórias negras por meio da arte urbana desde 2018; e à Alabê FunFun, primeira orquestra brasileira dedicada à preservação musical ancestral dos atabaques e ritos sagrados das religiões afro-brasileiras.


Durante a cerimônia, haverá apresentações musicais da Alabê FunFun e de Leco Lisboa, da Companhia de Aruanda. “O Abril Verde é um grito coletivo contra a violência cotidiana que assola os povos de axé e terreiros em nosso estado. Não podemos normalizar os ataques aos espaços sagrados ou à dignidade das lideranças religiosas negras e periféricas. Este prêmio é uma forma de reafirmar nosso compromisso com políticas públicas que garantam segurança jurídica e proteção efetiva aos nossos líderes espirituais”, afirma a deputada estadual autora da iniciativa."


Em 2024, o Disque Direitos Humanos (Disque 100) registrou 1.346 denúncias de intolerância religiosa, 83% delas direcionadas a praticantes de religiões afro-brasileiras (Fonte: Ministério dos Direitos Humanos). Entre janeiro e março de 2025, o Rio registrou 62 casos confirmados vinculados ao racismo religioso, como invasões a terreiros e ameaças digitais (Fonte: Relatório parcial da Secretaria Estadual de Políticas Promocionais).

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