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O fenômeno do conservador de Matriz Africana

  • Foto do escritor: WR Express
    WR Express
  • 7 de mar.
  • 2 min de leitura

Por: Jefferson Arouche


07/03/2025 | 07:40


Sob o reflexo de uma construção histórica baseada em falsos heróis, o Brasil cresceu sendo enganado pelos colonizadores que foram perpetuados com seus nomes em locais importantes no país. Em 1444, o primeiro leilão de cativos negros foi feito em Lagos, Algarve, pelo pioneiro e patrono da escravidão africana, o Infante Dom Henrique, logo em 1455, na bula ROMANUS PONTIFEX, o papa Nicolau V autoriza os portugueses a escravizar os INFIÉIS entre o Marrocos e a Índia, no alicerce da Teoria Camita - o filho do bêbado Noé, o observa caído e nu e não ampara o pai, sendo os seus descendentes amaldiçoados-, que dizimou os africanos em todos os sentidos, provocando mais de 300 anos de tráfico de escravos.



Estima-se que a metade dos africanos morriam antes e durante o embarque nos tumbeiros, chegando ao ponto de vários comandantes portugueses, reclamarem em suas cartas, sobre a absurda quantidade de tubarões em volta das embarcações negreiras. Navios que orgulhosamente carregavam em suas velas o símbolo da ORDEM DE CRISTO, uma inovação dos CAVALEIROS TEMPLÁRIOS, banidos pelo Rei Filipe , o Belo, da França e, depois representada numa nova versão pelo Infante Dom Henrique, homem que tinha o monopólio autorizado pela IGREJA para explorar o território africano e traficar pessoas.


Já durante o período monárquico do Brasil independente, os ESCRAVOS saíram às ruas comemorando em 1823 a suposta liberdade, pois o país estava prestes a divulgar a CONSTITUIÇÃO apoiada pelos LIBERAIS. Entretanto, com a manipulação dos aristocratas, militares, conservadores, traficantes de escravos e agricultures, a "Constituição de 1824" manteve a escravidão e entendimento que o NEGRO não poderia ser considerado CIDADÃO. O mais interessante é que conservadores e liberais tornaram-se uma célula homogênea sobre o raciocínio escravagista e nomes importantes que atualmente representam avenidas, municípios e bairros, nada mais foram que verdadeiros quadrilheiros da corrupção pelo vil metal. Marquês de Valença, Barão do Rio Bonito, Torres Homem, Barão de São Gonçalo, Diogo Feijó e Marquês de Sapucaí foram grandes exemplos.


Nos tempos atuais, vivemos a famosa escravidão contemporânea, onde os negros e mestiços (não existe ninguém "puro" nesse Brasil) pobres e amassados pelos mesmos conservadores e liberais que historicamente carregaram o chicote e ainda o mantém sob o braço, flertam romanticamente com os seus senhores. Incrivelmente, alguns praticantes de Candomblé e Umbanda gritam ao país que são CONSERVADORES e LIBERAIS, diagnosticando um religioso híbrido!Contrariando toda realidade, passado e sofrimento do PRETO que ainda luta para manter sua consciência de pertencimento, ou seja, a própria identidade. Triste da macumba tocada com violino, na terra onde o chorinho nasceu feito por escravos com instrumentos improvisados na Praça Onze.



Jefferson Arouche - AxéNews

Jefferson Arouche

Jefferson Arouche é graduado em Segurança Pública, Doutor H.C Febraica/OCB, Líder Cidades RenovaBR, e Coordenador Intra e Inter-religioso do Afro-Movimente. [+ informações de Jefferson Arouche]



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Artigo de Opinião: texto em que o(a) autor(a) apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretações de fatos, dados e vivências. ** Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do AxéNews.


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